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  • Sérgio D. Guerra

O poder de compras: Cost Avoidance e Cost Saving

Atualizado: 16 de Dez de 2019


(Gráfico - Ilustrativo - exemplo de matéria prima Zinco cuja variação de preço esta atrelada a LME)


O objetivo deste artigo é tratar sobre conceitos de Cost Saving e Cost Avoidance, respeitando a cultura, a nomenclatura utilizada dentro das organizações bem como a especificidade de cada categoria de compra. O principal não é a nomenclatura, mas sim os critérios que são utilizados para mensurar ganhos e que seja explicito para a organização se o valor apresentado impacta em redução de custo ou evita/ameniza o aumento de custo futuro.



Situação A:


COST SAVING

Se hoje pago um valor de uma matéria prima “X” por R$ 8,00/kg e efetuo uma negociação por R$ 6,00/kg, haverá uma economia real no custo de R$2,00/kg. (Preço sem IPI, com ICMS de 18%, com PIS e COFINS)

Se hipoteticamente o consumo médio estimado mensal é de 15.000 kg por mês, exceto em Dezembro onde a fábrica não funciona, teremos um beneficio financeiro anualizado na ordem de:

R$8,00 – R$6,00 => R$2,00

Como PIS, COFINS e ICMS são recuperáveis no caso de matérias primas, temos è R$ 2,00 x 0,7275 => R$ 1,455/kg

R$ 1,455 x 15.000 x 11 => R$ 240.075,00 / ano.

(ou fazer a conta de acordo com o período)

No entanto, se a redução do preço for fruto único e exclusivamente por força do mercado (exemplo queda de preço na mesma proporção de matéria prima com base LME – commodity) não devera ser considerada como uma economia / benefício financeiro por méritos de uma negociação e sim uma ação de rotina, em que esta oscilação deverá estar inserida nas previsões e revisões mensais que são apresentadas por suprimentos a organização (Diretoria / Gerência Industrial, Custos, etc.). Porém, se considerarmos que o mesmo produto tenha uma redução fruto de negociação efetiva de compras, em que o preço base no mercado não tenha tido queda e sim se mantido hipoteticamente estável, podemos sim tratar como um economia de custo com impacto positivo no resultado da empresa por mérito e atuação de compras.  Exemplo: Negociado LME menos X%).


Situação B:


COST AVOIDANCE

O pleito de reajuste de um contrato vigente é de 12% porém após negociação, compras consegue reduzir o pleito para 5%.

Situação Hipotética:

Valor mensal do contrato de Vigilância sem reajuste:

R$ 100.000,00

R$ 100.000,00 x 1,12 (Pleito) => R$ 112.000,00

R$ 100.000,00 x 1,05 (Negociado) => R$ 105.000,00

(R$ 112.000,00 – R$ 105.000,00) x 12 => R$ 84.000,00, ou seja, foi evitado um impacto futuro nos custos na ordem de R$ 7.000,00 por mês ou R$ 84.000,00 por ano.

Sobre este tema há ainda inúmeras situações mais complexas que exigem maior detalhamento e análise.

Em algumas organizações o Cost Avoidance a área financeira não reconhece como performance de compras pois na ultima linha esta ocorrendo um reajuste de preço.

Enfim, é muito importante compras registrar e divulgar os ganhos obtidos ou evitados, porém é fundamental que se faça de maneira sensata e real.


Sérgio D. Guerra é sócio proprietário da Guerra Treinamentos e Soluções LTDA.


Bibliografia:


INDUSTRIA HOJE. Cost avoidance: o que significa e porque existe tanta controvérsia. Disponível em: https://industriahoje.com.br/cost-avoidance-o-que-significa-e-porque-existe-tanta-controversia. Acesso em 25 de Novembro de 2018.


LME. LME Zinc. Disponível em:https://www.lme.com/en-GB/Metals/Non-ferrous/Zinc#tabIndex=2. Acesso em 25 de Novembro de 2018.


Oliver, Lianabel. Cost Savings and Cost Avoidance: Why You Should Know the Difference. Disponível em: https://medium.com/@lianabeloliver/cost-savings-and-cost-avoidance-why-you-should-know-the-difference-2eb627965067. Acesso em 25 de Novembro de 2018.

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